sábado, 14 de março de 2009

freiar ou deixar rolar

Quantas decisões consigo tomar racionalmente? Mesmo no vestibular,raciocinando, fazendo e conferindo, a decisão, ou melhor, a certeza é racional?
O intuitivo é racional, ou só passa a ser quando há opção. Por exemplo: na fome, a vontade de comer é intuitiva e as reações são emocionais.Mas se há escolha entre macarrão e sopa de cebola cai na vala do racional. Se atirar num projeto de vida novo não é exatamente uma sopa, mas tem lá suas semelhanças e analogias.
Mas as diferenças devem vir primeiro, acho. A principal, até agora e por analogia também, é que a sopa, por mais que seja dividida é, no final, individual. Não há mais nada nem ninguém nesse quadro, enquanto no outro tudo é relação. A não ser que seu projeto de vida seja ficar esperando uma missão da NASA aparecer em Plutão. Sentado e de boné. Meu projeto prevê a tolerância, a divisão, a aculturação, prevê tudo oque um projeto ideal pensa. Isso, pensa! Racionaliza, constrói uma idéia, estrutura tudo e está pronto pra sair pra prática. Fodeu. Junto todos os apetrechos, toda a carga ( nem sempre tudo é necessário, mas dá mais segurança ) nas costas, vamos a luta e não sobrou lugar pra toda aquela racionalidade.Talvez, se eu fosse um computador, e ficasse reanalisando tudo que acontece segundo a segundo e fosse me reconstruindo de uma forma mais controlada -caso fosse possível conviver com essa velocidade das novidades. Mas não sou. Acredito que somos capazes de assimilar mais informação que qualquer máquina, seja ao mesmo tempo, seja pelo nosso tempo de vida. Porém, perceber, interpretar, colocar no nosso dia-a-dia e tudo o mais, só na crise.
O Rei tá nu!
A casa caiu!
Batata. Deprê, angústia e reflexão. Ou pra voltar pro título, o freio de emergência. Onde errei, por que? Fácil. Excessos. De racionalização. Porque? Fácil de novo. E por analogia, de novo. Se você chega onde tem macarrão e impõe a opção da sopa ( que claro, já está prontinha e fria ) corta o barato geral. Se vamos fazer alguma coisa juntos, é juntos? No que, como, etc. Essa linha, no raciocínio, normalmente vem em corpo 1, bem pequenininha, mas tá lá. "compartilhar é uma via de duas mãos, e nem sempre o sinal está aberto pra nós, que somos jovens. Se abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua, sem consentimento, pode terminar em porrada. Ou deprê, angústia e reflexão.
Pois é. Não é complicado mas é complexo. E como descomplexar? Por enquanto, vendo os sinais todos amarelos – atenção – e me acostumando com esse balanço novo da vida. Ou, pra voltar pro título mais uma vez, sem freiar, mas não precisa correr. Aliás, não precisa rolar, é só ir na caminhada, sempre olhando pros dois lados antes de atravessar a vida dos outros.

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