sábado, 14 de março de 2009

desreencontros

Desreencontros foi uma daquelas milhares de idéias que explodiram em mim quando eu fiquei totalmente demais.
Veio completo: texto, imagens, luzes, tudo enfim.
Depois, quando já era possível pensar calmamente sobre essa idéia, era mais soturna do que eu queria. Devia ser mais engraçadinha, lembrando uma brincadeira como a cabra cega ou pôr o rabo no burro.

( do texto, das imagens e do resto, trato outra hora Por enquanto uma sinopse: “duas pessoas, um homem e uma mulher, param para atravessar a Paulista, na esquina da brigadeiro.
É noite. Na calçada só os dois. Poucos carros passando, mas os dois esperando o sinal fechar.
Entre eles está o poste do sinal de trânsito, que por isso só permite a eles se verem de soslaio ou viés.
Os dois tem o mesmo sentimento.
Durante a espera oque eles pensam é exatamente a mesma coisa, pensam na mesma solução, que por sinal pode estar ao seu lado. Xô solidão. Mas o sinal abre os dois atravessam e fim.”)

Apostei na idéia de dividir o texto. Só que pra escrever em dupla tem que ter liga. Na teoria dos limites o tudo e o nada são equivalentes porque não existem; são licenças poéticas emprestadas ao cotidiano. E por analogia, se nada é por acaso, tudo também é.
Na busca por uma resposta óbvia pro outro nome escrevendo comigo, nasceu o blog.
Talvez porque precise me acostumar mais a digitar ( a caneta é um dos meus vícios ), talvez porque preciso escrever mais, exercitar melhor. Mas o motivo principal é outro.
Sinto que é uma oportunidade de aprender a me organizar de forma que possa me desorganizar, reorganizar sem virar uma zona.
Bem simples.
Uma terapia internética, focada no meu umbigo e exibicionista.
Claro, desreencontros é um paradoxo. Os limites sempre vão ser.
Eu sou
Tu és
Ele é
O blog é pra isso: pra cada um poder se comparar com os outros e nas semelhanças desagradáveis ter um parâmetro pra se entender melhor. (Se é vc que está esperando o sinal abrir, quem sabe é vc que vai me desreencontar. Só escrevendo pra saber, então te aguardo)

Um comentário:

  1. Encontros e desencontros =
    esperança + desilusão.

    Quando encontramos perdemos.
    Quando reencontramos melhor não dizer nada, ou só um [prazer em revê-lo(a).]
    E os momentos felizes do passado volta...
    A rua deserta, a espera do momento certo para atravessar e alguem ao lado diz:Boa noite!
    Começou tudo, mas acabou...
    De repente em outra rua, outro sinal, numa esquina.
    Quem sabe no próximo verão...
    Por enquanto fica o convívio com a solidão.

    Beijos...
    Viviane Regina.

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